Seja gentil. Só isso

Conteúdo original Bons Fluídos

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Como o poeta certa vez lembrou, há pedras no caminho. Grandes ou medianas, elas atravessam os planos, e a linha reta que tentamos traçar vira um borrão. Nos aborrecemos, esbravejamos. Em segundos a raiva estrangula a garganta e incendeia a face. E, para piorar, a autocondenação pode passar dias hospedada na mente, tornando tudo mais difícil do que já é. Mas não precisa ser assim. Podemos arredondar algumas pontas da vida. Podemos encontrar maneiras mais gentis de lidar com a gente mesmo e com as adversidades.

O monge budista Thich Nhat Hanh, nascido no Vietnã, ensina que “temos que acolher o sofrimento como uma mãe que embala seu bebê com todo amor. Dessa forma o apreço e a compaixão por si mesmo irão brotar naturalmente”. O que nos tira do prumo e provoca aflição pode ser algo realmente sério, como também situações imprevistas, longe de serem trágicas, mas que nos assustam ou complicam o dia. Uma ligação do laboratório solicitando a refação do exame – “Será que tenho uma doença grave?”, a mente dispara –, o computador que resolve apagar o relatório que não foi salvo, o pé enfiado por descuido no cimento de uma obra na calçada.
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Todos esses são testes para os nervos. Desestabilizadores e potenciais geradores de fúria. Mas há veios mais saudáveis por onde despressurizar. Para que consigamos ser benevolentes com nossas limitações e capazes de contornar o destempero nos momentos de tensão, precisamos pegar mais leve e relativizar as coisas. “No dia a dia as pessoas exigem muito de si mesmas e até se maltratam. A gentileza para consigo mesmo é reflexo da atitude oposta, do autocuidado, do autoamor, que prevalece quando conseguimos nos ver com bons olhos”, diz a psicóloga Carla Bologna Wanderley, de São Paulo.
Os perfeccionistas, informa a especialista, tendem a sofrer mais com os dissabores. Para eles é difícil conviver com a realidade irregular e imperfeita. Mas há também perfis estourados, que explodem ferindo a si mesmos e as pessoas ao redor. No ápice da tormenta, o melhor a fazer é se afastar da situação e mergulhar no silêncio interior. Um passo atrás e o cenário ganha nitidez, sabe como é?. Desse ponto fica mais fácil se valer da flexibilidade de resposta para mudar de perspectiva e até de opinião. Sair do piloto automático, do habitual, e rapidamente reagir de maneira mais habilidosa. Isso é ser mais gentil consigo mesmo e com aquilo que nos acontece.
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O método mindfulness, que significa atenção plena, auxilia nesse aprendizado. “Mindfulness é a consciência que emerge quando prestamos atenção ao momento presente com abertura e intenção de fazer escolhas ponderadas”, define a paulista Moira Malzoni, instrutora da modalidade, formada pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Com o treino, a atitude de estar presente no aqui e agora e de fazer escolhas conscientes perpassa todas as atividades diárias e vira ferramenta útil até no ápice do nervosismo – para o bem de todos. “A prática implica acolher nossas necessidades e se dar carinho, o que acaba se estendendo ao entendimento dos outros.”
Aceitação O primeiro passo para modificar a resposta a qualquer situação que nos leva a atitudes extremas como as protagonizadas pelo executivo é aceitar que eventos desagradáveis acontecem. Todo mundo comete erros, às vezes, por desatenção – como a de enfiar o pé no cimento a caminho do trabalho. É normal esbravejar, xingar a si mesmo e até fazer escândalo. Contudo podemos superar esse padrão e reconhecer que, sim, aconteceu, mas estamos lidando com a adversidade da melhor maneira possível. “Nossa tendência frente às contrariedades é não aceitá-las, e isso dificulta as coisas”, ressalta Moira.
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O mindfulness nos ensina a prestar atenção às experiências do presente com curiosidade, sem interpretar ou julgar os fatos com base em experiências passadas. Você pode até continuar se irritando no trânsito, por exemplo, mas vai, aos poucos, melhorar sua resposta a esse estímulo, já que terá estoque de calma e centramento.
Lucidez Se podemos modificar nossas reações e substituí-las por outras menos automáticas, podemos mudar o rumo da realidade. Essa percepção nos leva a usar aquela inteligência superior que assume o leme e compreende que quando coisas ruins acontecem temos a chance de revisar algumas atitudes e adotar estratégias mais positivas. Em vez de praguejar, podemos começar aquele processo de compreensão que tanto queremos e que significa reagir sem violência.
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A consciência adquirida é o que nos leva a ponderar sobre os fatos e nos conhecermos melhor: “Como é esse erro que acabei de cometer?”; “Como eu estava quando reagi dessa forma?”; “O que pensei naquele instante?”; “Como meu corpo foi afetado por isso?”. “Não se trata de um procedimento analítico, e sim de uma conexão consigo mesmo num espaço interno de silêncio”, destaca Moira.
Esse autoexame refinado foi o que levou o executivo Marcelo Maia a um novo enfrentamento do cotidiano. “Esse entendimento nos ajuda a ficar mais receptivos com aquilo que a vida traz, da forma como ela traz. Passei a perceber os sinais que estavam me levando a outra crise, como me sentir impaciente e desanimado com a parceria profissional. Então parei, interrompi o fluxo da raiva, conversei com as pessoas envolvidas e resolvi as coisas de um jeito racional”, conta ele.
Gentileza. Abrir-se para o aprendizado embutido numa provação ou num imprevisto desagradável é a maneira mais perspicaz de deixar que os problemas sejam gentis com a gente. Quanto mais resistimos, mais nos maltratamos. Por outro lado, quanto mais flexíveis conseguimos ser, menos nos desgastamos.
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“Se formos capazes de passar pelas fases da aceitação e da tomada de consciência (lucidez), certamente iremos agir com mais abertura perante a vida”, assegura Moira. “É perda de tempo se martirizar com os problemas e deixar de aprender com eles”, opina Maia. Segundo o executivo, outra grande conquista desse treino rotineiro é ser capaz de dar aos problemas sua proporção real, o que funciona como uma blindagem contra a autodepreciação.
O ganho amplificado de mergulhar diariamente no próprio silêncio é que, quando somos menos reativos, menos agressivos, as pessoas à nossa volta também passam a agir da mesma maneira. “É como se desarmássemos os outros”, compara ele. Ser gentil consigo mesmo e com a vida vai gerando uma vibração suave que, aos poucos, toma conta do círculo de relacionamentos e mais além. É quase imperceptível como tudo acontece, mas é amorosamente eficaz. E aí reside o começo da esperança.
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Para interromper uma atitude intempestiva

O método mindfulness oferece um exercício providencial, que pode ser feito em qualquer lugar, para melhor observar nossas reações e trazer mais calma. Ele se chama Pare (originário do inglês stop). Veja abaixo como praticá-lo:

PARE agora o que você está fazendo

AR Deixe o ar entrar, respire por alguns instantes. Se precisar, respire profundamente três vezes e permita-se estar calmo
REPARE Observe suas sensações corporais, suas emoções e tudo o que está acontecendo para tomar a melhor decisão

EXECUTE Só depois de ter cumprido os três passos anteriores, escolha, conscientemente, qual ação vai tomar

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Na trilha do autoperdão

Muitas vezes, lembra a psicóloga Carla Bologna Wanderley, não conseguimos ser gentis com nós mesmos porque deixamos que vozes destrutivas que nos marcaram no passado continuem reverberando internamente, como: “Você é um desastre, só faz coisa errada”. “Se acreditarmos que isso é verdadeiro, não vamos ser capazes de sentir autocompaixão”, ela alerta. Para neutralizar esse condicionamento e voltar a se amar, propomos, a seguir, um exercício elaborado pela instrutora de mindfulness Moira Malzoni. “Ele ajuda a cultivar emoções positivas acerca de nós mesmos.”
1: Sente-se confortavelmente numa cadeira, com a coluna reta, as pernas descruzadas e os pés bem apoiados no chão
2: Feche os olhos e observe a respiração por três a cinco minutos. Só então mentalize as seguintes frases, observando como se sente ao repeti-las internamente em silêncio: “Eu posso me aceitar como eu sou” “Eu posso entrar em contato com o que eu estou sentindo” “Eu posso ser gentil comigo mesmo” “Eu posso me amar como eu sou”
3: Repasse as frases lentamente por cinco a dez minutos. Fique à vontade para incluir dizeres de sua autoria desde que estejam embebidos de amor

7 passos para começar a meditar

Conteúdo original Mais Equilíbrio

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Já está comprovado que a meditação tem a capacidade de transformar a vida de uma pessoa e fazer com que ela realmente descanse. Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia e publicada na revista Translational Psychiatry afirma que um período de práticas de meditação promove o relaxamento por tempo mais prolongado que o mesmo período de férias.

Os coachs e escritores Bruno Gimenes e Patrícia Cândido, autores da obra “Conexão com a Prosperidade” e fundadores da instituição espiritual Luz da Serra, ensinam os 7 passos iniciais que devem ser dados para começar a meditar. “Para níveis avançados, é importante procurar instrutores, mas qualquer um pode iniciar o processo de meditação com essas práticas”, explica Bruno.

Segundo Patrícia, a meditação pode ser um desafio no começo. “O segredo é não desistir e colocar a prática como parte do seu dia a dia”, completa.

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1– Escolher um bom local:

Segundo os escritores, a escolha do local influencia diretamente no processo de meditação. “O local ideal vai ser aquele em que você consiga se conectar com você mesmo, que não sofra interrupções e o principal, em que você se sinta confortável”, explica Patrícia. Bruno conta que, caso não seja possível criar um cantinho para meditação em casa, pode ser um espaço dentro do próprio quarto, por exemplo. “Velas, plantas e incensos são bem-vindos”.

2– Determinar uma posição confortável:

O segundo passo é definir uma posição realmente confortável para permanecer imóvel por algum tempo. “O ideal é estar sentado, então a dica é usar uma almofada firme para ter mais estabilidade”, explica Bruno, que alerta para evitar sentar-se na própria cama.

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3- Garantir silêncio

Mesmo que algumas pessoas consigam se concentrar com barulhos ao redor, o ideal é manter um ambiente silencioso. “Para entrar em estado de relaxamento, tome um banho quente, e em seguida desligue o celular e aparelhos eletrônicos”, sugere Patrícia.

4- Concentrar-se na respiração

Segundo os especialistas, é necessário focar-se completamente na respiração para afastar os pensamentos. “Crie uma percepção da sua respiração, sinta o ar entrando e saindo dos seus pulmões, respirando de forma lenta”, ensina Bruno. Patrícia ensina que, quando pensamentos vierem à mente, basta voltar a se concentrar na respiração. “Você pode imaginar inspirar a pureza e expirar as tensões, e assim esse processo de concentração vai, aos poucos, conduzir a mente ao estado de meditação”.

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 5- Mantenha o hábito de fazer os exercícios

Como a meditação é algo muito próprio de cada um, o importante, segundo os especialistas, é manter a prática e ir moldando-a conforme for evoluindo. “Existem meditações guiadas e não guiadas, e a escolha depende de cada pessoa”, explica Patrícia. A escritora conta que os iniciantes podem se sentir mais confortáveis na primeira opção. “Também existem mantras, que são os sons sagrados da tradição budista, e que têm o poder de criar encantamentos e atrair as melhores vibrações”, explica, destacando que existe a possibilidade de criar um mantra próprio.

6- Acalmar a mente

Bruno conta que a meditação tem como principal objetivo o de silenciar e acalmar a mente, e esse é o grande ponto de partida para as transformações internas capazes de combater a ansiedade, insônia e outros sintomas da vida moderna. “Com tantos estímulos externos, acabamos nos esquecendo da possibilidade de nos desligar e entrar em contato com nosso mundo interior”, destaca. Assim, as primeiras tentativas de meditação deverão ser interrompidas por diversos pensamentos que virão à tona. “Sempre que eles surgirem na mente, retorne sua atenção para o seu propósito e foque naquele momento, pois os seus problemas estarão lá quando você terminar, e você estará em melhor estado para poder resolvê-los. E quanto mais você fizer esse exercício, mais fácil será da próxima vez”, completa Patrícia.

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7- Voltar devagar 

Assim que o período de meditação acabar, Bruno conta que não se deve levantar rapidamente. “Após fazer o exercício, retome sua respiração normal e calmamente abra seus olhos”, ensina. Segundo Patrícia, deve-se encerrar a meditação com o sentimento de gratidão ou uma oração que mentalize todos os seres humanos e a natureza. “Mexa braços e pernas devagar, alongue-se e aos poucos vá voltando à sua rotina”.  Após seguir todos os passos, os especialistas contam que basta colocar a meditação na rotina. O ideal é que começar meditando por cerca de 10 a 15 minutos por dia, e passar para 30 minutos após um mês. Eles destacam que a prática regular é transformadora: melhora a facilidade de se concentrar e de se desvencilhar do turbilhão de pensamentos que ocorre ao longo do dia.

Para hoje e sempre

“Que eu continue a acreditar no outro,
mesmo sabendo de alguns valores tão esquisitos que permeiam o mundo;

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Que eu continue otimista,
mesmo sabendo que o futuro que nos espera nem sempre é tão alegre;

Que eu continue com a vontade de viver,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, uma lição difícil de ser aprendida;

Que eu permaneça com a vontade de ter grandes amigos(as),
mesmo sabendo que com as voltas do mundo, eles(as) vão indo embora de nossas vidas;

Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, sentir, entender ou utilizar esta ajuda;

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Que eu mantenha meu equilíbrio,
mesmo sabendo que os desafios são inúmeros ao longo do caminho;

Que eu exteriorize a vontade de amar,
entendendo que amar não é sentimento de posse, é sentimento de doação;

Que eu sustente a luz e o brilho no olhar,
mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo, escurecem meus olhos;

Que eu retroalimente minha garra,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes tão fortes quanto o sucesso e a alegria;

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Que eu atenda sempre mais à minha intuição,
que sinaliza o que de mais autêntico possuo;

Que eu pratique sempre mais o sentimento de justiça,
mesmo em meio à turbulência dos interesses;

Que eu não perca o meu forte abraço
e o distribua sempre;

Que eu perpetue a beleza e o brilho de ver,
mesmo sabendo que as lágrimas também brotam dos meus olhos;

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Que eu manifeste o amor por minha família,
mesmo sabendo que ela muitas vezes me exige muito para manter sua harmonia;

Que eu acalente a vontade de ser grande,
mesmo sabendo que minha parcela de contribuição no mundo é pequena;

E, acima de tudo…

Que eu lembre sempre que todos nós fazemos parte desta maravilhosa teia chamada vida, criada por alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós!”

Chico Xavier

Fotos: Pixabay

Aromaterapia em casa

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Você sabia que o nosso olfato é considerado o mais direto dos nossos sentidos? Seu efeito é imediato. O aroma atua diretamente nas emoções e, por isso, pode mudar o humor das pessoas em apenas três segundos. E que tal usar esse poder a seu favor? Você mesmo pode harmonizar os perfumes de acordo com cada ambiente ou finalidade, sem gastar muito e com o mesmo resultado.

Memória Olfativa

O cérebro humano é capaz de armazenar milhões de informações, inclusive de cheiros. A lembrança da associação entre um aroma e um fato passado pode ser vaga, mas estará lá, armazenada em algum cantinho do cérebro, que guarda os aromas referentes aos momentos mais importantes em nossas vidas. Por isso, sempre que sentimos determinados cheiros, somos levados a alguma época ou acontecimento de nossa história. É a nossa memória olfativa.

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A memória olfativa tem o papel de reconhecer o cheiro e comunicar ao corpo o seu significado, resgatando as emoções que a ele foram associadas no passado e que geraram a memória. A escolha de perfumes também tem significado. Quando uma pessoa exala determinado aroma, passa uma mensagem ao mundo, de acordo com a fragrância escolhida.

O que é aromaterapia

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Segundo a Wikipedia“Aromaterapia é um ramo da fitoterapia que consiste no uso de tratamento baseado no efeito que os aromas de plantas são capazes de provocar no indivíduo. Esta é a ciência que explora o uso dos oléos das plantas para beneficio da sociedade.

De determinadas plantas aromáticas é extraído o óleo essencial a ser aplicado isoladamente ou em combinação com outros aromas, dependendo das enfermidades e do indivíduo. Óleos essenciais são substâncias voláteis extremamente concentradas, que possuem princípios ativos de acordo com suas composições químicas.

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Podem ser usados diluídos sobre a pele, através de massagens, cremes, loções e gel ou puro, pela inalação. Dependendo do uso, provocará efeitos físicos, mentais e emocionais, alterando a respiração, os batimentos cardíacos, pressão arterial, estados de ânimo, concentração, etc.

É considerada uma terapia alternativa ou complementar, embora seja um tratamento bastante antigo, que surgiu da fitoterapia. É utilizada no tratamento das mais variadas enfermidades e desequilíbrios, sendo considerada uma terapia holística.”

Como fazer

O mercado oferece vários produtos que também são decorativos: difusores a vela ou varetas, esferas ou anéis de cerâmica, bolas de madeira e sachês são algumas das opções disponíveis. Mas quem não quiser gastar com um difusor de vareta, esta mistura caseira proporciona o mesmo efeito terapêutico:

— Pode-se colocar 100 ml de álcool de cereal com dez gotas do óleo essencial desejado num vaso  de vidro, com varetas de churrasco, ou folhas secas numa travessa e gotejar o óleo. A duração é de duas horas.

Mas, preste atenção: a aplicação não é recomendada na casa de alérgicos, pois pode causar alguma sequela indesejada, já que a fragrância entra em contato com a mucosa sensível do nariz e pode levar à piora do quadro de alergia.

Um cheiro para cada cômodo

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Sala

Como é um ambiente onde há interação social, os aromas indicados são os de manjericão, hortelã-pimenta (que tira o cheiro do tabaco) e os cítricos, como os óleos de limão, tangerina, pois proporcionam alegria, harmonia e aconchego.

Cozinha

O de citronela afasta moscas. No dia a dia, os aromas mais recomendados são os de temperos, como alecrim, cravo, orégano e canela.

Quarto

Se a intenção é ter algo afrodisíaco, o indicado é o óleo de ylang-ylang. Para ter um sono melhor, o de lavanda, pois é mais relaxante. Em quarto de quem tem rinite, bronquite ou sinusite, pode-se usar óleo de eucalipto ou hortelã, que são descongestionantes.

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Banheiro

Os óleos de capim-limão amenizam os odores típicos de banheiro. Pode-se fazer também uma mistura com menta.

Escritório

Óleos de limão, toranja (grapefruit) ou hortelã são odores com as seguintes propriedades: organizar o pensamento, clarear a mente, e auxiliar a criatividade e a memória.

Como terapia

Para inalação

Os óleos essenciais de eucalipto, tomilho, pinheiro silvestre, sálvia, são os mais utilizados pela aromaterapia para descongestionar as vias respiratórias. Servem para desentupir o nariz e descongestionar os brônquios. O óleo de eucalipto rico em cineol é o ideal para a zona dos brônquios, pois dissolve o catarro, facilitando a saída das secreções e, também, ajuda a eliminar bactérias e vírus causantes das infecções.

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Como aplicar: adicionar dez gotas ao banho de imersão quente (38 graus). Outra forma é inalar o vapor. Para fazer inalações, adicione 3 gotas num recipiente com 1 litro de água recém fervida. Debruce-se sobre o recipiente e tape a cabeça de modo a cobrir também o recipiente e respire profundamente o vapor durante entre 15 a 20 minutos.

Para aliviar a tosse

Misture 3 gotas de óleo essencial de eucalipto com uma colher de sopa de óleo de amêndoas e massaje o tórax com esta mistura, depois agasalha-se bem.

Para dormir bem

Os óleos essenciais de lavanda, alecrim, pau-rosa, bergamota, laranja, possuem efeito calmante, ideais para relaxar e induzir o sono.

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Como aplicar: meia hora antes de ir para a cama, adicione algumas gotas de um de estes óleos à água quente de um queimador de óleo essencial para que os vapores se espalhem rapidamente por todo o quarto ou outra divisão da casa que deseje o mesmo efeito.

Para melhorar o estado de ânimo

Os óleos essenciais de tangerina, melissa, jasmim, rosa, ylang-ylang, melhoram o humor, ativam a circulação e estimulam a produção de endorfinas.

Como usar:  coloque um pouco de água quente no recipiente de um queimador de vela, adicione algumas gotas de um dos seguintes óleos à água e depois acenda a vela que está debaixo e coloque no ambiente. Pode também fazê-lo no local de trabalho. A água se evaporará e com ela o aroma, que, ao ser inspirado exerce um efeito relaxante. Se respirar profundamente várias vezes no começo da aromaterapia, o efeito é reforçado.

Dores de cabeça

Em vez de recorrer sempre aos comprimidos, experimente usar o óleo essencial de hortelã pimenta. Aplique apenas nos pontos que sente a dor, como nas têmporas ou na testa e deixe-o agir. O óleo relaxa os músculos e alivia a dor de cabeça mais rapidamente. Se é alérgico, deve primeiro testar o óleo de menta numa parte do corpo.

Massagens relaxantes

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Este óleo relaxante é ideal para fazer à noite, para induzir o sono. Misture 6 gotas de óleo essencial de lavanda e 6 gotas de óleo essencial de manjerona com 20 ml de um óleo neutro (por exemplo, óleo de jojoba ou óleo de amêndoas) e peça a alguém que lhe faça uma massagem corporal.

Banhos relaxantes

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Entre o grande leque de possibilidades de fazer uma sessão de  aromaterapia em casa, um bom banho relaxante é um prazer com muitos benefícios para a mente e o corpo. Para um banho de imersão, primeiro misture 5-10 gotas de óleo essencial puro com 100 ml de nata ou 2 colheres de sopa de mel, depois junte o preparado à água quente. Os óleos essenciais podem causar irritação na pele, razão pela qual devem ser misturados anteriormente.

Fragrâncias e suas funções

Estimulantes

Alecrim: o frescor do alecrim acalma as apreensões enquanto estimula o espírito.
Canela: a canela, com seu aroma ácido e picante, tem propriedade vitalizante e aumenta a energia.
Menta: tirada da hortelã-pimenta, recém-colhida, estimula, revigora e refresca os sentidos.

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Cravo: óleo de aroma intenso, afrodisíaco e ativador de circulação.
Gengibre: o óleo essencial de gengibre é amado pelas suas propriedades excitantes e fortificantes.
Laranja: o óleo essencial de laranja ajuda a refrescar idéias e a elevar o espírito.
Chocolate: energético, eleva o bem-estar.

Relaxantes

Camomila: tranquiliza a alma e promove relaxamento.
Capim-Limão: tem propriedades desinfetantes. O capim-limão ajuda a purificar a mente, criando uma atmosfera romântica.
Rosa: identificada pela fragrância sensual, a essência da Rosa ajuda a purificar a mente, criando uma atmosfera romântica.

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Sândalo: escuro, exótico e sedutor, o sândalo indiano relaxa e conforta a alma.
Cedro: um dos óleos de uso mais antigo, o Cedro tem propriedades calmantes e confortantes.
Lavanda: o óleo natural de lavanda acalma e relaxa.
Patchouli: é sempre procurado para relaxar a mente.
Verbena: de aroma semelhante ao de um limão doce, porém mais refinado. Tem efeito relaxante, revigorante e revitalizante sobre as emoções.

Refrescantes

Erva-Doce: desintoxicante, associado a banho.
Algas-Marinhas: sensação de limpeza, também associada a banho.
Eucalipto: limpeza é também descongestionante e expectorante, inibidor de tabaco.

Para ter uma ideia de preço e variedade, clique AQUI.

Recomendações importantes:

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  • Compre sempre óleos essenciais de qualidade, nunca imitações.
  • Não aplique sobre a pele sem diluir
  • Algumas pessoas são alérgicas aos óleos essenciais, devendo previamente fazer um pequeno teste no interior do antebraço.

Em certos casos, como o tratamento de feridas, doenças de pele (acne), também podem ser aplicados diretamente.

Atenção: Em bebês e crianças os óleos essenciais podem ser perigosos. Mesmo pequenas quantidades de óleo não diluído podem causar espasmos e parada respiratória com risco de vida. Durante a gravidez a aromaterapia pode aliviar pequenos problemas, no entanto determinados aromas são contra indicados, peça conselho a um especialista.

Fontes: Extra, Remédios Caseiros e Magazine Luiza

Aprenda técnica de respiração e equilibre suas emoções

Texto de Emilce Shrividya Starling

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“Você pratica a conscientização da respiração? Sente como lhe tranquiliza e energiza ao mesmo tempo? Tem percebido como esse treinamento diminui sua inquietação e estresse? Se você ainda não tem praticado essa consciência da respiração, comece a praticar agora. É uma maneira eficiente de equilibrar as emoções e a mente.

Aprenda que apenas respirando você pode dissolver o estresse e a ansiedade e pode alcançar o equilíbrio das emoções. Você precisa do doce autoesforço, da disciplina com motivação para praticar e ter benefícios.

Para diminuir as fobias, a insegurança, inquietude, não podemos apenas ler textos, ou querer que alguém nos cure. Para conquistar a paz da mente, precisamos da prática constante e não apenas da teoria.

Ao respirar de maneira consciente, profunda, ritmada, você está praticando Yoga. Como diz o texto do Hatha Yoga Pradipika: “Yoga é acalmar as flutuações da respiração”.

Entenda bem isso: a mente flutua em muitas direções em uma fração de segundo. Porém, a respiração só tem um percurso: inspiração e expiração. Você pode fazer uma pausa na respiração, deixar pulmões vazios ou cheios, mas a respiração não tem incontáveis direções como a mente.

Assim, segundo o texto de Hatha Yoga Pradipika: controlar a respiração e observar seus ritmos aquieta a mente. Hoje vamos praticar a respiração completa, que acontece na parte diafragmática, na parte média e na parte alta dos pulmões.

Ao fazer esse pranayama, esse exercício respiratório, ao controlar a respiração, você tem controle sobre a mente e as emoções. Você acalma corpo e mente.

Prática da respiração completa

1. Deite, em um local tranquilo, de pernas flexionadas, plantas dos pés na cama, ou no chão, mãos abaixo do umbigo, com ponta dos dedos médios se tocando. (Se quiser pode unir seus joelhos) Feche os olhos e relaxe seu rosto. Observe o ar entrando e saindo do corpo. Agora, inspire pelo nariz (sem puxar o ar, silenciosamente), contando até 4, sentindo a expansão lateral dos músculos do abdômen.Sinta que os dedos médios se separam. Expire pelo nariz até murchar completamente seu abdômen. (Perceba que as pontas dos dedos médios se tocam novamente, sem você fazer nada com as mãos).

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2. Com as mãos na altura das costelas, com dedos médios se tocando. Inspire, silenciosamente, contando até 4, sentindo que as costelas e o tórax se expandem lateralmente. (Perceba novamente, como os dedos médios se separam, naturalmente.) Expire pelo nariz, até sentir que o abdômen se contrai todo para dentro. (Perceba que os dedos médios se tocam novamente.)

3. Com as mãos acima do peito, uma do lado da outra, com as pontas dos dedos médios se tocando, inspire pelo nariz, contando até 4, sentindo o abdômen inchar e o ar ir até a parte alta dos pulmões. E segure o ar contando até 4, (ou até 2). Expire pelo nariz até murchar o abdômen completamente. Faça tranquilamente, sem forçar nada.

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Essa prática diária, de 5 minutos faz com que a respiração consciente se torne natural em você, durante seus afazeres; quando estiver sentado ou em pé; trabalhando ou no seu lazer. Ela vai lhe dar apoio interior e lhe acalmar.

Em vez de respirar de maneira superficial, você vai respirar de maneira consciente e profunda. Além de aumentar a entrada de prana, que é a energia vital, você aumenta a entrada de oxigênio em seu corpo, o que faz com que você se sinta mais relaxado e revitalizado.

A respiração e a mente estão intimamente ligadas. Ao controlar a respiração, você controla a mente que, imediatamente, se tranquiliza.

Através da respiração consciente e tranquila, você pode melhorar em todos os aspectos. Sua pele rejuvenesce porque passa a dormir melhor, o sangue circula melhor. Você tem mais disposição física e saúde. Beneficia seu corpo e enriquece seu cérebro.

Basta começar a praticar e a transformação vai acontecendo. O corpo faz essa respiração profunda quando você dorme ou relaxa, mas ele precisa registrar isso quando você está acordado para que essa respiração se torne automática também na sua vida diária.

O corpo aprende com facilidade e agradece. Ele é nosso amigo e vamos sentindo como ele gosta de praticar. É como se ele nos pedisse para fazermos algo por ele. É importante sentir muito prazer ao fazer essa técnica. Fazer gostando do que faz. Praticando de maneira leve, gostosa, mas também persistente, com disciplina e constância.

Você precisa perceber que, através do ritmo da respiração, você começa a dominar, a apaziguar a mente. Você vai descobrindo sua paz interior. Você faz seu próprio milagre. Você vai se libertando de condicionamentos e repressões. Começa a acreditar mais em você mesmo, passa a sentir mais autoconfiança, mais entusiasmo pela vida.

Comece agora mesmo a gostar mais de si. Inicie esse amor por você priorizando um horário para curtir a respiração, para curtir sua própria e boa companhia. Sinta como é bom aquietar a mente, sentir-se sereno e de bem com a vida.

Entenda que você é importante, que seu corpo é importante, que a respiração consciente é equilíbrio e saúde. A sensação de calma e o relaxamento que se obtém pela conscientização da respiração são presentes valiosos para você.

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O que o yoga ensina há mais de 5 milanos, agora está sendo aceito pela medicina. Hoje a ciência comprova que exercícios diários de respiração reduzem os níveis de ansiedade e ajudam no tratamento de uma série de doenças.

Novos estudos conseguiram demonstrar a ação da respiração consciente no sistema nervoso autônomo, que modula as funções vitais involuntárias, como a temperatura do corpo, a pressão arterial e a própria respiração.

Esse sistema está dividido em dois: o simpático, que entra em ação nas situações de alerta, disparando substâncias que estimulam o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, e o parassimpático, que faz justamente o contrário, levando o corpo de volta ao seu estado natural.

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Das funções coordenadas por esse sistema, a única que se pode controlar é a respiração, por isso os médicos já estão ensinando os exercícios respiratórios do yoga para reduzir o estresse, diminuir os sintomas do pânico, amenizar dores crônicas, tratar hipertensão.

Da mesma maneira que a respiração alta e rápida pode desencadear uma crise de pânico, uma respiração consciente e calma pode reduzir a ansiedade e estresse.

Na medida em que você se conscientiza do valor desse treinamento da consciência da respiração, você vai sentir vontade de praticar com regularidade porque percebe como fica mais tranquilo, alegre, animado, saudável, mais corajoso. Boas práticas!

Fique em paz! Namastê!”

Namastê significa “o deus que habita em mim, saúda o deus que habita em você”.