Conscientização sobre a Doença Celíaca

“Maio é o Mês de Conscientização sobre a Doença Celíaca, que tem como destaque o Dia Internacional do Celíaco, comemorado no terceiro domingo do mês de maio. O objetivo é divulgar a Doença Celíaca para a sociedade e chamar a atenção dos diversos seguimentos públicos e privados a qual a alimentação e a inserção social estão relacionadas.

Foto Emerson Peters em Unsplash

Estudos internacionais apontam que 1% da população mundial é celíaca. No Brasil, estima-se que em torno de 2 milhões de pessoas sejam celíacas, porém a maioria dessas pessoas ainda estão sem diagnóstico.”

Fonte Romalife

Observar-se é essencial para a prevenção

Com o final do ano se aproximando e após dois meses seguidos de campanhas super-relevantes na prevenção contra o câncer em homens e mulheres, Novembro Azul e Outubro Rosa, vale refletir e analisar sobre cuidados que podemos adotar no dia-a-dia com relação à saúde e bem-estar.

Você tem se olhado no espelho? Quanto tempo faz que você não para, de fato, por alguns minutos e se observa? Procurando por alterações no corpo, manchas, dores, áreas mais sensíveis e texturas diferentes na pele, por exemplo. A velocidade com que a vida caminha, muitas vezes, nos domina e não nos permite perceber o quão importante é autocuidado.

Quem nunca acordou numa manhã com o tempo cronometrado para tomar um banho rápido, se arrumar correndo, tomar um gole de café e partir para o trabalho?! Sem falar naquelas pessoas que saem de casa em jejum mesmo. É ou não é?!

Alimentar-se bem, consciente do que está consumindo e não apenas comendo o que é mais rápido, também é essencial para a manutenção ideal do corpo e da saúde, assim como diminuir e consumo de sal e de açúcar, de bebidas alcoólicas e manter uma rotina de atividades físicas.

Que tal incluir o desafio de cuidar-se mais, e melhor, nas suas resoluções de ano novo? Esses pequenos detalhes são tão importantes e podem prevenir doenças, menos e mais severas, como o câncer, e outros males que podem ser resolvidos se descobertos no início.

Pense nisso e, se for preciso, renove seus hábitos e atitudes.

Os 10 desafios da nutrição no Brasil

Nunca se falou tanto em alimentação saudável. Ainda assim, nossa população segue ganhando peso, apresentando déficit de micronutrientes e sofrendo com doenças crônicas. Para virar o jogo e colocar a dieta a nosso favor, é preciso investir nas medidas abaixo:

1. Aumentar o consumo de vegetais

Frutas, verduras e legumes são um poço de virtudes nutricionais. Reúnem vitaminas, minerais, fitoquímicos e fibras. Um combo que está em falta por aqui.

2. Elevar a ingestão de água

Tem uma porção de gente recorrendo a sucos, refris e afins para se hidratar. Mas esse papel é da água mineral. Sem ela, o corpo sofre. Adultos deveriam tomar de 1,5 a 2 litros por dia.

3. Incrementar a luta contra a obesidade

Segundo o Ministério da Saúde, o número de obesos em nosso país cresceu 60% nos últimos dez anos. E o peso extra está associado a um monte de doenças sérias.

4. Diminuir o uso de sal

Enquanto a indicação é consumir, no máximo, 5 gramas do tempero por dia, o brasileiro passa do dobro disso. Resultado: a pressão decola e, muitas vezes, nem dá sintoma.

5. Frear o exagero no açúcar

Esse é outro ingrediente que, desde a infância, aparece demais na dieta — até porque altas doses estão em itens industrializados. O perigo é que ele patrocina a obesidade.

6. Melhorar os rótulos dos produtos

Grande parte das pessoas não sabe que exagera em sal, açúcar e gorduras simplesmente porque não compreende direito as informações da embalagem.

7. Contestar radicalismos

A exclusão desnecessária de certas substâncias, como glúten e lactose, pode ser prejudicial. Sem falar que os efeitos das dietas da moda dificilmente se sustentam.

8. Dar destaque aos alimentos regionais

Eles deixam a dieta mais diversificada e nutritiva. Sem falar que os pratos típicos estimulam a memória afetiva. E comer com prazer é fundamental para comer direito.

9. Evitar o desperdício de comida

Cascas, talos, sementes e folhas costumam parar no lixo. Ocorre que essas partes são ricas e rendem receitas saborosas. É hora de aprender a usá-las.

10. Combater a desnutrição hospitalar

Eis um problema que atinge muita gente que está ou esteve no hospital. E cobra medidas urgentes, inclusive porque torna a recuperação mais rápida.

Conteúdo Saúde Abril

Dores causadas pela pressa: saiba quais são e como evitá-las

Conteúdo original Minha Vida

Quando nos vemos diante de um evento estressante, como uma mudança de trabalho, uma doença de parente ou uma viagem cansativa, é mais fácil perceber como o corpo sente. Mas fatores que enfrentamos no nosso cotidiano também influenciam.

Vivemos com pressa e esse corre-corre tem um preço. Ficamos tensos para acordar e não perder um compromisso, chegar ao trabalho na hora, entregar o trabalho a tempo e assim por diante. Tudo começa com um pequeno desconforto, depois vem uma dorzinha aqui e outra ali, dia sim e dia não até os sintomas se tornaram constantes e repetitivos.

Como o corpo reage à agitação diária

A pressa aciona o sistema nervoso simpático para que o corpo possa responder aos estímulos mais rapidamente. Para o cérebro, esse é o mesmo mecanismo que acionamos involuntariamente quando estamos em uma situação de perigo, preparando o corpo para fugir ou lutar, liberando cortisol e adrenalina pelas suprarrenais. São elas que aceleram batimentos cardíacos e respiração, aumentam a pressão arterial e contraem os músculos.

Essa é uma reação que deveria ser passageira, mas que acaba se tornando corriqueira pela agitação diária. Essa sobrecarga tem consequências que podem ser passageiras ou se tornarem crônicas se continuarmos com esse mecanismo ativo por muito tempo.

O excesso de hormônios acaba sendo tóxico. O cortisol, por exemplo, faz com que armazenemos triglicérides, gordura que altera a insulina e essa resistência pode levar ao diabetes. Você já viu quantas pessoas têm diabetes no mundo? E quantas vivem apressadamente?

O mecanismo ainda diminui a função dos leucócitos, que são as células de defesa, podendo deixar a porta mais aberta para vírus e bactérias.

As liberações repetidas dos hormônios do estresse inibem a liberação de serotonina, substância que ativa os sentimentos de bem-estar. Outros efeitos podem estar associados como o aumento no risco de derrame, alta incidência de dor de cabeça, insônia, mais sensibilidade à tensão pré-menstrual, diminuição do desejo sexual e até impotência temporária.

Disfunções da tireoide, que podem causar variações de peso, problemas de pele, diminuição do desempenho cognitivo, problemas gastrointestinais e até desatenção, quem já não se pegou mais distraído por conta da pressa, não é mesmo? E com a distração surgem quedas e torções. Os ossos ficam mais fracos e os músculos se tornam mais rígidos. A dor nas costas mais comum, chamada de miofascial, ocorre com frequência em quem vive com a agenda lotada. Ou você nunca esbarrou com alguém que está se queixando de ter um nó muscular em uma área que acumulou tensão?

Se por longo prazo, o cérebro se acostuma a receber esses impulsos e, mesmo que o problema já tenha sido resolvido, a dor persiste, é preciso fazer um tratamento para desacostumar o cérebro da dor.

Mudança de hábitos

Mas você pode mudar esse processo e evitar as dores crônicas e os outros efeitos do corre-corre sobre o organismo. É preciso se conscientizar já nas primeiras reações do corpo.

Se desconfortos, como dores na coluna, na cervical e dor de cabeça, já estão mais frequentes é fundamental mudar hábitos para melhorar a qualidade de vida. Comece adotando medidas simples, mas que podem fazer muita diferença:

  • Diminua a ingestão de alimentos que excitam, como o café e o chocolate

  • Reserve um tempo todo dia para fazer uma atividade prazerosa, sem celular na mão, sem redes sociais conectadas

  • Planeje seu dia com intervalos maiores entre as atividades

  • Se tiver a oportunidade, tire uma soneca de 20 minutos, ou simplesmente relaxe o corpo, no meio do dia.

Viver melhor é viver sem dor!

Feno grego: saiba tudo sobre esta semente multifuncional

Conteúdo original Mais Equilíbrio

Você já ouviu falar no feno grego ou alfarva? Esta planta medicinal com nome exótico nada mais é do que uma especiaria repleta de propriedades benéficas para o seu corpo. Extremamente antioxidante e cheio de vantagens para a saúde, o feno grego é considerado anticancerígeno, redutor dos níveis de glicose para diabéticos e inibidor do apetite. Ótimo para quem procura uma ajudinha na hora de controlar a alimentação, não acha?

Se você é mulher, deve prestar ainda mais atenção nos privilégios da semente. Isto porque ela diminui o desconforto do período menstrual e minimiza os sintomas da menopausa. Achou pouco? Então saiba que as melhoras que o feno grego pode oferecer não param por aí. De acordo com estudos a alfarva aumenta a produção de leite materno em até mais de 500%! Para esses resultados incríveis é preciso consumir pelo menos 3500mg de feno grego por dia e esperar de 24 a 72 horas para ter a produção de leite quintuplicada.

Ele também pode ser utilizado para tratar anemia, anorexia, celulite, problemas de desenvolvimento infantil, gastrite, inflamações, intestino preso, furúnculos, caspa, queda de cabelo entre outros. Mas cuidado, o feno grego é contraindicado para pessoas diabéticas que são dependentes de insulina e para mulheres grávidas, pois suas propriedades podem induzir ao parto.

As sementes da planta podem ser utilizadas moídas e diluídas no leite, em infusão, chás, cápsulas, ou com aplicação em inchaços. Ela também é boa para gargarejos, lavagens ou irrigações vaginais, mas é válido lembrar que todas estas formas deverão ser indicadas e calculadas por um profissional.

Mas onde encontrar feno grego? Para quem não sabe, ele pode ser comprado em muitas lojas de comidas saudáveis e naturais além de algumas farmácias de manipulação (em formato de cápsula). As principais versões vendidas desse produto são o chá, onde o feno grego está em sua forma mais fraca e na forma de sementes, sendo utilizadas para compressas.

Nefrologista do HCor fala sobre a relação entre obesidade e doenças renais

Conteúdo original Revista Suplementação

Estudos epidemiológicos têm demonstrado o aumento da prevalência da obesidade, doença considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como epidemia global do século XXI. No Brasil, mais de 50% da população está acima do peso. Estima-se que, até 2025, 18% dos homens e 21% das mulheres de todo o mundo serão obesos. Números como estes reforçam a maior causa de morte no País: as doenças crônicas não transmissíveis, responsáveis por 70% dos óbitos.

Diversos estudos e revisões da literatura médica mostram que a obesidade é importante fator de risco para diversas doenças graves. Problemas cardíacos, diabetes, hipertensão, colesterol elevado, apneia obstrutiva do sono, doenças da vesícula, cânceres e, não menos importante, porém pouco difundida, está a doença renal crônica (DRC).

Afinal, qual a relação entre a obesidade e a doença renal? “A função dos rins é filtrar o sangue de toxinas e líquidos em excesso. Em uma pessoa obesa, o aumento do tecido gorduroso comprime os rins e altera a sua estrutura, aumentando o seu trabalho de filtração e ativando sistemas que podem causar hipertensão arterial. Essa doença, denominada glomerulopatia da obesidade, pode determinar perda de proteína na urina e causar prejuízo significativo da função renal”, explica a nefrologista Leda Lotaif, chefe de diálise do HCor – Hospital do Coração de São Paulo.

Um em cada 10 adultos, segundo Dra. Leda, sofre de doença renal crônica. A maioria deles não sabe ser portador da doença. Isso ocorre porque, na maioria dos casos, quando descoberta, a DRC já está em estágio avançado, pois não há sintomas. A melhor forma de prevenir é investir na educação desde a infância. “Conscientizar as pessoas quanto aos fatores de risco da doença renal e a importância de ter hábitos saudáveis, como manter uma dieta balanceada e praticar atividade física regularmente é crucial para combater o aumento da incidência da doença”, orienta.

Regras de ouro

Para prevenir a Doença Renal Crônica (DRC), vale seguir estas dicas da nefrologista do HCor:

  • Pratique atividade física regularmente;
  • Mantenha uma alimentação saudável;
  • Mantenha-se hidratado;
  • Controle o nível de açúcar no sangue;
  • Monitore a pressão arterial;
  • Visite um médico regularmente;
  • Abandone o cigarro e o álcool em excesso;
  • Evite a automedicação.

Fonte: HCor

Reclamar demais pode fazer mal para a saúde, diz estudo

Conteúdo original Minha Vida

Todos nós vivemos cercados por hábitos, que determinam ações cotidianas e também pensamentos. Grande parte das reclamações que fazemos ao longo do dia, por exemplo, fazem parte de um ecossistema de negatividade difícil de ser quebrado.

De acordo com o cientista e filósofo Steve Parton, do Psych Pedia, esses hábitos negativos reestruturam o cérebro, facilitando o surgimento de novos pensamentos ruins no futuro, de forma aleatória. Inclusive, reclamar demais pode até enfraquecer o sistema imunológico, provocando o aumento da pressão arterial.

Parton explica que as informações dentro do cérebro fluem de um neurônio para o outro através das sinapses. Estas, por sua vez, são separadas por um intervalo chamado fenda sináptica. Quando você tem um pensamento, um pulso elétrico sinaliza a sinapse para disparar uma reação através da fenda para a outra sinapse, formando uma ponte para o sinal elétrico.

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“Toda vez que essa carga elétrica é acionada, as sinapses ficam mais juntas, diminuindo a distância que a carga elétrica tem que atravessar”, afirma Parton. Dessa forma, quanto mais você faz comentários ruins e reclamações, mais facilmente esses pensamentos serão repetidos pelo seu cérebro.

“Pela repetição do pensamento, você aproxima cada vez mais as sinapses que representam essas inclinações negativas e, quando surgir o momento oportuno, o pensamento que surgirá primeiro será o que tem a menor distância para percorrer, o que irá criar uma ponte entre sinapses mais rápido”, explicou o cientista.

Além disso, a raiva e a frustração geradas pelas reclamações fazem o organismo liberar cortisol, o hormônio do estresse. O aumento do cortisol no organismo contribui para uma maior pressão arterial e colesterol, enfraquecimento do sistema imunológico e problemas de aprendizagem e memória, de acordo com Parton. Os efeitos do cortisol podem também contribuir para o aumento do risco de diabetes, doenças cardíacas e obesidade.

O cientista também alerta que conviver com pessoas negativas e que reclamam muito pode ter um efeito ruim igualmente ruim na sua saúde. Isso acontece por causa da empatia, que mesmo inconscientemente nos faz compartilhar as emoções de nossos amigos, realizando sinapses semelhantes em nossos próprios cérebros.