Conscientização sobre a Doença Celíaca

“Maio é o Mês de Conscientização sobre a Doença Celíaca, que tem como destaque o Dia Internacional do Celíaco, comemorado no terceiro domingo do mês de maio. O objetivo é divulgar a Doença Celíaca para a sociedade e chamar a atenção dos diversos seguimentos públicos e privados a qual a alimentação e a inserção social estão relacionadas.

Foto Emerson Peters em Unsplash

Estudos internacionais apontam que 1% da população mundial é celíaca. No Brasil, estima-se que em torno de 2 milhões de pessoas sejam celíacas, porém a maioria dessas pessoas ainda estão sem diagnóstico.”

Fonte Romalife

Estamos vencendo a luta contra o HIV?

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O desenvolvimento de remédios modernos para tratar o problema já fez com que o diagnóstico soropositivo não significasse uma “sentença de morte”, como era no passado. Mas será que estamos vencendo a luta contra o HIV?

Números do vírus

Mais de 1,2 milhão de pessoas nos Estados Unidos vivem com HIV. No Brasil, segundo as estimativas mais recentes divulgadas em março pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, há 734 mil pessoas com o vírus – das quais 589 mil foram diagnosticadas e 404 mil já estão em tratamento.

O vírus ataca o sistema imunológico do corpo e pode levar ao desenvolvimento da Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Nos EUA, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), uma em cada oito pessoas que vivem com HIV ainda não sabem que estão com o vírus.

Quanto antes um soropositivo receber o diagnóstico, mais chances ele tem de evitar o desenvolvimento da Aids. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 35 milhões de pessoas no mundo sejam HIV positivas – mas somente 50% delas teriam ciência disso.

A situação é pior na África Subsaariana, onde os números chegam a um em cada 20 adultos na região convivendo com o HIV. Cerca de 71% das pessoas soropositivas do mundo moram na África.

Aumentando ou diminuindo?

Mundialmente, o número anual de novos infectados com o vírus do HIV caiu cerca de um terço entre 2001 e 2013 – de 3,4 milhões para 2,3 milhões, segundo o relatório da ONU. Mas esses números não estão diminuindo em todos os lugares.

Nos Estados Unidos, houve cerca de 50 mil novos infectados a cada ano na última década – comparados com os 130 mil por ano no auge da epidemia, nos anos 1980. Lá, gays e bissexuais do sexo masculino correspondem a 63% dos novos infectados. Em Londres, de acordo com a Public Health England, um em cada oito homens que tiveram relações sexuais com outros homens têm HIV.

A taxa de americanos negros infectados também é desproporcional. “Os negros são apenas 12% da população dos Estados Unidos, mas representam 46% dos novos diagnósticos de HIV no país”, explica Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas nos Estados Unidos.

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Houve cerca de 2 milhões de novos casos de HIV pelo mundo em 2014 – e 220 mil deles foram diagnósticos de crianças. A maioria vive na África Subsaariana e foi infectada por mães soropositivas durante a gravidez, na hora do nascimento ou na amamentação, de acordo com a ONU.

Em 2015, Cuba foi o primeiro país a declarar ter eliminado de vez as transmissões do HIV de mãe para filho.

Como o HIV afeta nossa expectativa de vida?

Hoje em dia, um jovem de 20 anos que recebe o diagnóstico soropositivo e que inicia o tratamento com um coquetel de remédios para combater o vírus tem uma expectativa de viver mais 50 anos.

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Isso, comparada à realidade dos anos 1980, durante a epidemia da doença, é uma evolução sem tamanho – à época, uma pessoa que tivesse o diagnóstico de HIV poderia viver mais alguns meses ou poucos anos.

A melhora se deu por causa da descoberta de uma terapia antirretroviral (TAR), que impede o HIV de se multiplicar e reduz a quantidade de vírus no corpo. “Se as pessoas tomarem uma combinação de três ou mais remédios (da TAR) e seguirem à risca o tratamento, podem mudar completamente sua perspectiva”, afirma Fauci.

No fim do ano passado, 14,9 milhões de pessoas estavam recebendo a TAR – 40% do número total de pessoas que vivem com HIV no mundo. Mas 1,5 milhão de pessoas ainda morreram em decorrência de complicações do HIV em 2013. O vírus matou 39 milhões desde meados dos anos 1980.

Qual é o risco do sexo desprotegido?

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Ao revelar ser soropositivo, Charlie Sheen disse ter tido relações sexuais sem proteção nenhuma com apenas duas pessoas – “que já estão sob os cuidados do seu médico”. Mas quão arriscado é o sexo desprotegido? Isso depende de uma série de fatores.

O HIV é transmitido por uma troca de fluidos do corpo, como sangue, sêmen, fluidos vaginais e leite materno. E uma relação sexual desprotegida é a forma mais comum de se transmitir a doença.

O médico de Sheen, Robert Huizenga, disse ao programa Today Show que a chance de o ator passar o vírus para outro parceiro sexual é muito baixa agora, porque o vírus está praticamente “indetectável” no sangue do ator. A taxa de transmissão do HIV para pessoas que não são soropositivas é 96% mais baixa se o parceiro estiver sob tratamento, segundo um estudo internacional.

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Mas o CDC alerta que menos de 40% dos americanos com HIV estão em tratamento – e somente 30% atingiram essa “supressão viral”, quando o vírus fica indetectável. A quantidade de HIV no sangue também pode aumentar novamente, assim como também aumenta o risco de transmissão quando as pessoas param de tomar os remédios.

Um novo tipo de tratamento é a “Profilaxia Pré-Exposição” (PrEP), que pode oferecer proteção contra o HIV durante o sexo, mas ele ainda não está disponível em todos os lugares. Quando Sheen se referiu às parceiras “sob cuidados do seu médico”, provavelmente ele quis dizer que elas estariam tomando esses medicamentos.

Espalhar HIV é crime?

Pessoas soropositivas podem ser processadas se transmitirem o vírus a outras pessoas de maneira intencional.

Nos Estados Unidos, 67 leis focadas especificamente nas pessoas portadoras do HIV foram decretadas em 33 Estados até 2011. Elas tratam sobre casos como não revelar para o parceiro sexual que é portador do vírus – mesmo que o risco de transmissão seja mínimo ou inexistente –, doar órgãos infectados ou “cuspir” fluidos corporais infectados.

No entanto, já houve pedidos para uma revisão das leis estaduais após os estudos que comprovam a redução do risco de transmissão do vírus para pessoas que estão sob tratamento antirretroviral.

Outros países, como o Brasil, o Reino Unido, a Finlândia e a Nova Zelândia, enquadram atitudes como essa – de espalhar o vírus propositalmente – em crimes perigosos, como lesão corporal grave ou homicídio.

A ONU, porém, pede que países limitem a criminalização somente a casos em que as pessoas realmente tiveram a intenção de transmitir o vírus. Ela defende que leis gerais – e não específicas sobre o HIV – sejam aplicadas em casos assim.

No Outubro Rosa, tire 13 dúvidas sobre câncer de mama

Conteúdo original Terra Saúde

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 49.240 novos casos para 2010. No mês mundial de conscientização sobre a doença, tire 13 dúvidas sobre ela, com explicações dos seguintes profissionais do Inca: Fábio Gomes, nutricionista da Área de Alimentação, Nutrição e Câncer; Jeane Glaucia Tomazelli, técnica da Divisão de Atenção Oncológica; e Carlos Federico Lima, vice-diretor do Hospital do Câncer III (unidade do instituto responsável pelo tratamento do câncer de mama).

1 – O que causa o câncer de mama?

Na maioria dos casos de câncer de mama, não há uma causa específica. Há alguns fatores que estão associados ao aumento do risco de desenvolver a doença. A própria idade é um deles, pois a chance aumenta na medida em que se envelhece. Menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade (não ter filhos), primeiro filho em idade avançada, não amamentação e uso de terapia de reposição hormonal são fatores associados ao risco. Consumo excessivo de álcool, obesidade na pós-menopausa e sedentarismo também. Os fatores hereditários são responsáveis por menos de 10% dos cânceres de mama. O risco é maior quando os parentes acometidos são de primeiro grau (pai, mãe, irmãos, filhos).

2 – Atinge homens em que proporção?

O câncer de mama em homens é raro. Estima-se que, do total de casos da doença, apenas 0,8% a 1% ocorram em pessoas do sexo masculino.

3 – Existe algum sintoma além de caroço no seio?

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A forma mais habitual é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor. Outros sinais e sintomas menos frequentes são edemas semelhantes à casca de laranja, irritação ou irregularidades na pele, dor, inversão ou descamação no mamilo e descarga papilar (saída de secreção pelo mamilo). Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

4 – É sempre possível notar a doença por meio do toque nos seios?

Não, a patologia tem uma fase em que as lesões são do tipo não-palpáveis. Por isso, é importante a realização de exames de imagem na faixa etária de maior risco.

5 – Segundo o Inca, o autoexame não é estimulado como medida de detecção. Por quê?

Considerando as evidências atualmente disponíveis, não se pode recomendar ou fomentar o ensino do autoexame como método de rastreamento. Também não foi evidenciada diminuição da mortalidade por câncer de mama com o uso do autoexame. Entretanto, o Inca destaca a importância de que a mulher esteja atenta ao seu corpo e à saúde das mamas. A recomendação é que, diante da observação de qualquer alteração ou mudança nas mamas, busque imediatamente a avaliação de um médico.

6 – Prótese de silicone nos seios pode levar à doença?

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Não há evidência científica de que exista associação entre implantes mamários de silicone e o risco de desenvolvimento de câncer de mama.

7 – Como é o tratamento de câncer de mama?

O tratamento é multidisciplinar, ou seja, deve incluir a opinião de vários especialistas médicos, como o mastologista, o radiologista, o oncologista clínico, o radioterapeuta, assim como enfermeira especializada, psicóloga, fisioterapeuta e assistente social. Habitualmente, o tratamento pede cirurgia e é complementado pela radioterapia e quimioterapia/hormonioterapia.

8 – Quais são as chances de cura de câncer de mama?

Quando diagnosticado precocemente, há até 95% de chance de cura. Por isso, é importante que toda mulher de 50 a 69 anos faça mamografia a cada dois anos.

9 – Quais mudanças de hábito podem diminuir a chance de desenvolver câncer de mama?

 

Mudar estilo de vida pode reduzir 28% dos casos de câncer de mama. A ingestão excessiva de álcool aumenta as chances de ter câncer de mama porque altera os níveis hormonais, como o do estrogênio (toda mulher o produz, mas existe uma atuação importante dele no desencadeamento da patologia). Caso tenha células precursoras de câncer, essas taxas elevadas podem favorecer a multiplicação delas. Se o consumo de bebidas alcoólicas fosse moderado, com no máximo um drinque por dia (uma lata de cerveja, um cálice de vinho, uma dose de bebida destilada), reduziria em 6% a incidência. 

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O excesso de peso precisa ser eliminado, porque significa alteração nos níveis hormonais. Além disso, quando as células de gordura estão repletas, liberam fatores pró-inflamatórios. É como se a pessoa estivesse em um processo de inflamação generalizada, o que a torna mais vulnerável a fatores cancerígenos. O recomendado é que o índice de massa corporal não ultrapasse 25, prevenindo 14% dos diagnósticos.
Deixar de lado o sedentarismo queima as gorduras e equilibra os hormônios. Mas tem de ser em ritmo moderado, como uma caminhada mais acelerada, e por, no mínimo, 30 minutos diários. Com o tempo, a dica é tentar aumentar a intensidade ou estender o período. A medida isolada pode diminuir em 11% os casos de câncer de mama.

10 – Quais alimentos ajudam a prevenir a doença?

Os de origem vegetal: frutas, legumes, verduras e leguminosas (como feijão, lentilha, grão-de-bico). Têm o poder de inibir a chegada de compostos cancerígenos às células e, ainda, consertar o DNA danificado quando a agressão já começou. Se a célula foi alterada e não foi possível consertar o DNA, alguns compostos promovem a morte delas, interrompendo a multiplicação desordenada.

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A ideia de que determinado alimento é bom para tal tipo de câncer não se aplica. Tem de haver sinergismo entre os compostos, o que ajuda em todos os tipos da doença. Por isso, é importante variar a alimentação ao máximo. A recomendação é consumir, no mínimo, 400g por dia de vegetais, sendo 2/5 de frutas e 3/5 de legumes e verduras. Cada porção equivale a uma quantia que caiba na palma da sua mão, do produto picado ou inteiro, totalizando 80g.

11 – O que não se deve comer para ajudar na prevenção?

Entre os alimentos prejudiciais estão os embutidos, que apresentam grande quantidade de sal, nitritos e nitratos. Os conservantes em contato com o suco digestivo do estômago se transformam em compostos cancerígenos. Evite ao máximo comê-los, mas o ideal é que não sejam consumidos.

Limite carne vermelha a 50 gramas semanais. A forma de preparo dos alimentos, especialmente das carnes (de qualquer tipo), pode influenciar. Os feitos na chapa ou fritos trazem malefícios, porque a exposição a altas temperaturas também atua na formação de compostos cancerígenos. Prefira levá-los ao forno ou usá-los em ensopados. Se quiser grelhar, opte pelo pré-cozimento. O churrasco também eleva os riscos. Além da temperatura alta, a fumaça do carvão tem dois componentes cancerígenos (alcatrão e hidrocarboneto policíclico aromático), que impregnam na refeição.

12 – Qual é a importância da amamentação?

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Amamentar diminui entre 10% e 20% os riscos de a mãe ter a doença. Enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário por dentro. Assim, se houver células agredidas, são eliminadas e renovadas. Quando termina a lactação, várias células se autodestroem, entre elas algumas que poderiam ter lesões no material genético. Outro benefício é que as taxas do hormônio feminino estrogênio caem durante o período de aleitamento.

13 – Pílula anticoncepcional aumenta o risco da doença?

Existem estudos que demonstram fraca relação de causalidade entre pílula anticoncepcional e risco da doença, enquanto outros demonstram alguma relação.

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Setembro é o mês da conscientização da dor crônica, desconhecimento é o maior inimigo

Escrito por: Dr. Charles Amaral de Oliveira / Dr. Fabrício Dias Assis
Em Revista Suplementação

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Setembro é o mês da Conscientização da Dor Crônica, causada pelo aumento da longevidade, longas jornadas de trabalho e estresse da vida cotidiana. São chamadas de dores crônicas as de duração prolongada, que podem se estender de meses a anos. A dor crônica é considerada uma verdadeira epidemia no mundo, acarretando prejuízos não só físicos, como também sociais e psicológicos e tem sido combatida com a ajuda da tecnologia em procedimentos cada vez mais eficazes.

A chamada Medicina Intervencionista da Dor desenvolve técnicas para combater este mal da forma menos invasiva possível fazendo uso da mais avançada tecnologia agregada a um conhecimento médico altamente especializado. “O tratamento geralmente é feito com a utilização de agulhas.

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“Bloqueamos alvos específicos na coluna, no músculo, em nervos ou tendões, com o objetivo de fazer um diagnóstico mais preciso da dor e também tratar uma diversidade de condições dolorosas. Esses bloqueios podem ser realizados com radiofreqüência, bloqueios neurolíticos ou com anestésico local. Também fazemos com Botox, células-tronco e com fatores de crescimento, para regenerar os tecidos””, explica o Dr. Fabrício Dias Assis, pioneiro na área no Brasil e presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor.

Muitas vezes, o diagnóstico da dor é o maior desafio tanto para pacientes quanto para médicos, já que em busca de alívio, as pessoas costumam buscar todo e qualquer tipo de tratamento. Pesquisas indicam que os pacientes se consultam com oito médicos diferentes, em média, antes de chegarem a uma clínica especializada em dor.

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“As dores tiram a pessoa da rotina do dia a dia e isso tem uma série de consequências. Por isso, é importante descobrir as causas da dor crônica e estabelecer um tratamento que a alivie. “Geralmente conseguimos reduzir muito a dor, quando não bani-la. As pessoas não podem desistir nunca de procurar uma solução porque há um aumento enorme de oportunidades e novas tecnologias para combater a dor””, comenta Dr. Charles Amaral de Oliveira, anestesiologista e médico intervencionista da dor.