Porque as pessoas gritam?

“Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:

– Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
– Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.
– Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?
– Questionou novamente o pensador.
– Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar:
– Então não é possível falar-lhe em voz baixa?

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:

– Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecida? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo:

– Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.”

Mahatma Gandhi

Foto de Gabriel Matula em Unsplash

Queremos mudar, mas para onde direcionamos a transformação? | Monja Coen

O caminho certo

A língua

“Não obstante pequena e leve, a língua é, indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas.

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Ponderada – favorece o juízo.
Leviana – descortina a imprudência.
Alegre – espalha otimismo.
Triste – semeia desânimo.
Generosa – abre caminho à elevação.

Maledicente – cava despenhadeiros.
Gentil – provoca o reconhecimento.
Atrevida – atrai o ressentimento.
Serena – produz calma.
Fervorosa – impõe confiança.

Descrente – invoca a frieza.
Bondosa – auxilia sempre.
Descaridosa – fere sem perceber.
Sábia – ensina.
Ignorante – complica.

Nobre – cria o respeito.
Sarcástica – improvisa o desprezo.
Educada – auxilia a todos.
Inconsciente – geral desequilíbrio.
A língua é a bússola de nossa alma, enquanto nos demoramos na Terra.

Conduzamo-la na romagem do mundo, porque, em verdade, ela é a força que abre as portas do nosso coração às fontes da vida ou às correntes da perturbação e da morte.”

por André Luiz e Chico Xavier

Reduza o stress e restaure o equilíbrio na vida e no trabalho

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Estresse. Você consegue lidar e conviver com ele até o ponto em que leva a querer criar um exército de zumbis e tentar dominar o mundo. E isso acontece quando é quando ele fica um pouco além.

Para muitos de nós, o estresse é causado pela falta de equilíbrio entre vida social e a profissional. E lidar com ele não é nada óbvio. O que precisamos é um pouco menos de autoflagelação e um pouco mais de autoatendimento.

Podemos sugerir que, falando em produtividade, você é uma pessoa atarefada, cheia de compromissos e/ ou projetos profissionais. Ou você é pai/ mãe. Numa parte de ser atarefado vive o medo persistente de que você não está recebendo o bastante pelo o que faz, mesmo quando você está. E em parte de ser pai ou mãe está a crença sincera de que você já fez o suficiente, mesmo quando você não fez.

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Os atarefados realmente acreditam que se apenas fizerem “um pouco mais”, então tudo vai ficar bem. Claro, fez-se um pouco mais ontem e está tudo bem hoje? Não. Tudo o que você faz é elevar a barreira.

Como lidar com o estresse? Defina metas específicas

Buda diria que, usando esta técnica o suficiente, você estará presente e amará a sua vida no agora.

Primeiramente, se você quiser saber como lidar com o estresse, olhe para seus objetivos. Quais são eles? Há quanto tempo você mantém os mesmos objetivos sem alcançá-los? Existe alguma razão para acreditar que você vai fazer desta vez?

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Se você já mantém os mesmos objetivos por um longo tempo, talvez eles sejam muito grandes. Sim, você deve ter uma GMCA ou ” Grandes Metas Cabeludas Audaciosas.” Mas, se você torná-las muito grandes, muito cabeludas e audaciosas, então elas apenas vão ganhar vida própria e alimentar-se da sua energia e satisfação pessoal.

A razão pela qual seus objetivos são muito grandes pode ser porque você declarou-os como comparativos e não como absolutos. Alguém certa vez perguntou a John D. Rockefeller, “Quanto dinheiro é suficiente?” Sua resposta: “Só um pouco mais.” Isso não é patético? Pare e pense sobre. Ele era o homem mais rico do mundo, poderia fazer qualquer coisa que quisesse, e, basicamente, ainda estava buscando dinheiro.

Em vez de puxar um Rockefeller, definir uma meta específica. “Bastante dinheiro são $ 100 milhões no banco, fora os impostos.” Ainda é uma bela resposta superficial, mas é uma meta superficial específica.

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Dessa forma, você pode medir o progresso e se sentir bem quando a distância entre você e o objetivo estiver diminuindo. Quando você fica ansioso por não conseguir sucesso rápido o suficiente e não sabe como reduzir a ansiedade, apenas defina o alvo do seu objetivo e voilà – num piscar de olhos, estará muito mais perto de atingir.

O Buda recorda que usar esta técnica repetidamente poderá resultar em você reduzir sua meta para o que tem no momento e simplesmente estar presente. Você adoraria a vida que tem, as pessoas que tem, as coisas que tem e seria feliz aqui e agora.

Momento de Autocuidado

Às vezes o problema não está em você ter muito trabalho, mas em você não estar fazendo o suficiente pelo seu bem-estar. O equilíbrio trabalho-vida significa que você tem que gastar algum tempo fazendo, também, coisas da vida: dar um tempo, passear, ficar com os amigos, divertir-se com jogos e cuidar de si mesmo.

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Quando se trata de trabalho, a maioria de nós mantém os compromissos que já estão programados. Mas, quando se trata de vida, nós nem mesmo fazemos nomeações, já com medo de não cumprir e deixar de lado.

Então, comece agora. No início do ano, ou mesmo do mês, agende alguns feriados para passar algum tempo fora. Periodicamente, programe um tempo com os amigos. E, a cada semana, separe algum tempo para fazer algo de bom para si mesmo, o que é autocuidado puro.

Recrute sua criança interior e encontre o equilíbrio entre vida e trabalho

Se para você é difícil seguir com o seu autocuidado, não o faça exatamente por si mesmo. Siga os conselhos do Tim. Ele diz:

“Eu sou ruim em ser bom para mim, mas grande em ser agradável para outras pessoas. Então, nos meus dias de folga, imagino que estou com uma criança pequena (que sou eu mesmo, o pequeno Timmy, minha criança interior) e pergunto o que ela gostaria de fazer. Eu sou mais bonito e mais carinhoso para o pequeno Timmy, porque me preocupo com ele. Enquanto eu poderia poupar em cuidar de mim mesmo, nunca poderia fazer isso com uma criança que eu amo.”

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Quando o estresse sobe à sua cabeça, e o equilíbrio entre trabalho e vida está em jogo, você precisa saber como reduzir a ansiedade. Ela pode estar vindo de seus objetivos. Se seus objetivos estão sempre recuando e nunca podem ser satisfeitos, altere-os para serem mais específicos (e realistas).

Agende primeiro o autocuidado e depois programe o seu trabalho em torno dele. E se autocuidado não é a sua praia, finja que você está cuidando de si mesmo como uma criança. Se você é mais jovem, compre uma bateria ou algo que lhe faça relaxar. Se é mais velho e até agora não faz a coisa certa, comece a praticar.

Fonte Quick and Dirty Tips
Tradução livre de autoria do blog

Como construir (ou desistir de) um hábito

Fonte: Quick and Dirty Tips
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radução livre de autoria do blog

Quando o ano começa todos somos tomados pelo otimismo e pela força de vontade. Nos decidimos a fazer tudo que não fizemos, entrar em forma, emagrecer, terminar ou iniciar um relacionamento, trocar de emprego… Mas, semanas depois, começamos a perceber que é mais fácil falar sobra a mudança do que realizá-las.

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Pensando nisso, listamos cinco passos para te ajudar a começar a construir o caminho para conquistar aquilo que deseja (e descobrir se realmente deseja):

Passo #1: Questione com sinceridade

Certifique-se que é algo que você realmente quer. Pergunte-se: Por que estou fazendo isso? Se a resposta começa com um algo como: “Bem, provavelmente seria bom se eu …”, ou “eu deveria talvez …”, pode ser a hora de repensar.

Além disso, para quem você está fazendo? Se ninguém pudesse vê-lo e lhe fosse garantido não receber qualquer tipo reconhecimento, você ainda faria? Se ao responder sentir-se duvidoso ou extremamente inseguro (de um jeito ruim), considere mudar seu objetivo para um que lhe faça sorrir e brotar borboletas em seu estômago.

Passo # 2: Torne seu objetivo específico

Muitas vezes nossos objetivos são vagos e essas ideias são difíceis de realizar. É hora de concretizar. A meta concreta é aquela que você pode medir ou observar. Assim, “Perder peso” torna-se “Vestirei o tamanho 36” e “Socializar mais” vira “Vou participar de grupos comunitários e manter amizades”, por exemplo.

Passo # 3: Divida a meta em pequenas etapas

Se você se sente ansioso(a), relutante ou intimidado(a) por uma meta a que se propõe a longo prazo, divida-a em pequenas etapas. Você deve aumentar o foco, mas para menos. Não é preciso enxergar toda a floresta, nem mesmo uma árvore. Você deve focar em uma folha ou um galho. Aproximar-se da menor etapa e trabalhar nela permite-lhe esquecer o resto da meta e impede-lhe de sentir-se sobrecarregado.

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Se ainda assim, sentir-se um pouco pressionado ou resistente a cada passo, divida ainda mais. Ninguém precisa saber dos seus métodos, nem tem o direito de lhe cobrar, a não ser você mesmo.

Passo # 4: Torne seu plano insensato

Se não é conveniente e fácil, você não está buscando estabilizar a mudança. Se você tem um objetivo recorrente, vincule-o a algo que você já faz rotineiramente. Isso muitas vezes requer algumas modificações em seu entorno para incluir sugestões ou lembretes. Por exemplo, se o objetivo é lembrar de tomar um medicamento frequentemente esquecido, vincule-o a escovar os dentes de manhã e coloque a embalagem perto de sua escova.

Alterar seu entorno ou rotina para tornar as coisas conveniente pode exigir algum inconveniente substancial no início. Mas uma vez que tudo é automatizado, vinculado, e conveniente, seus hábitos já estabelecidos serão assimilados e impulsionados.

Passo # 5: Parecerá errado e estranho à primeira vista

Nas primeiras vezes que você fizer coisas novas, não será particularmente gratificante. Na primeira aula de pilates, por exemplo, você não saberá qual equipamento usar. A primeira reunião no clube do livro será um pouco estranha. Durante a tentativa de escrever cartões de aniversário, você possivelmente acabará navegando no Facebook. Não importa o que você tente, provavelmente estará ansioso(a). É nesse momento que a imperfeição é incentivada. Por isso, permita-se errar, estragar tudo e fazer mal feito. Basta continuar persistindo, buscando melhorar, para ver o que acontece.

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Vá em frente, comprometa-se com a mudança, reflita sobre os 5 passos e seja vitorioso(a).

Equilíbrio

Original por Carol Celico

“Se a vida é equilíbrio, nosso grande desafio é manter o foco. O equilibrista não pode olhar para baixo para não se amedrontar com o medo de cair, e não pode olhar para cima para que a prepotência não o faça vacilar e desistir. O foco é o que perseguimos em cima da corda bamba.

O nosso olhar, como bons equilibristas, deveria estar voltado exclusivamente ao foco que temos em nossas vidas, para conseguirmos caminhar mesmo sem às vezes conseguir nos equilibrar.

Há também a possibilidade de nos transformarmos na própria corda bamba, fazendo com que outras pessoas tentem andar em cima de nossos próprios erros, fracassos, deformações e frustrações da vida.

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Ou então podemos ser o peso no corpo do equilibrista, quando tentamos obedecer e ser dirigidos por opiniões alheias, indo para o caminho que nos indicam, que nos mandam, que nos aconselham.

Mas creio que na maioria das vezes somos o próprio artista, que tenta a cada apresentação cumprir sua meta, concentrar-se no foco e concluir seu objetivo na medida do equilíbrio.

O que seria essa medida? A tentativa de encontrar a dimensão certa, ou a justa, entre o certo e o errado. O limite colocado em situações, atitudes, sentimentos, para vivermos da maneira mais próxima à perfeição. A tênue linha entre o bem e o mal.

A corda pode romper-se ao meio, o caminho pode machucar nossos pés e a altura pode aumentar o risco da queda. Mas o que demoramos a entender é que o medo que muitas vezes balança a nossa vida não se vence apenas com concentração e sim com o coração.”